Estação CarandiruAutor: DRAUZIO VARELLA
Com mais de 7200 presos, a Casa de Detenção de São Paulo é o maior presídio do país. Está situada no bairro do Carandiru, a dez minutos da praça da Sé, marco zero da cidade. Construída na década de 20, é um conjunto arquitetônico formado por sete pavilhões, cada um com cinco andares. Neles há corredores que chegam a cem metros de comprimento. Os presos passam o dia soltos e são trancados à noite. Só o pavilhão Cinco abriga 1700 prisioneiros, mais de seis vezes a população carcerária do presídio americano de Alcatraz, desativado nos anos 60. Em 1989, o médico Drauzio Varella iniciou na Detenção um trabalho voluntário de prevenção à AIDS. Seu relato neste livro tem as tonalidades da experiência pessoal: não busca denunciar um sistema prisional antiquado e desumano; expressa uma disposição para tratar com as pessoas caso a caso, mesmo em condições nada propícias à manifestação das individualidades. Na cidadela do Carandiru, Drauzio conheceu pessoas como Mário Cachorro, Roberto Carlos, Sem-Chance, seu Jeremias, Alfinete, Filósofo, Loreta e seu Luís. Não importa a pena a que tenham sido condenados, todos seguem um rígido código penal não escrito, criado pela própria população carcerária. Contrariá-lo pode equivaler à morte. Estação Carandiru fala dessas pessoas, das formas que encontram de viver.
http://www.esnips.com/doc/a03dd62a-0e52-4e0a-a856-118651e67ace/Estação-Carandiru---Drauzio-Varella
Por Um Fio
Autor: DRAUZIO VARELLA
Em Por um fio, está de volta o narrador sensível e cuidadoso de Estação Carandiru, que, contando histórias reais, reflete sobre o impacto da perspectiva da morte no comportamento de pacientes e seus familiares. Drauzio Varella especializou-se em oncologia numa época em que o câncer era visto com tanto horror que nem sequer se pronunciava essa palavra - dizia-se "aquela doença" - e desde então convive cotidianamente com doentes graves. Em Por um fio, ele relata histórias que põem o leitor diante de questões delicadas, difíceis mesmo para quem lida com elas em sua rotina profissional. De um lado, a reação dos que se descobrem doentes, que vai da surpresa à revolta, do desespero ao silêncio e à aceitação. Do outro, a atitude dos parentes, que varia da dedicação incondicional à pura mesquinharia, da solidariedade ao abandono. E Drauzio conta ainda episódios surpreendentes de mudança de vida, como se a visão da morte fosse quase uma libertação, um divisor de águas que confere novo sentido ao porvir.
http://www.esnips.com/doc/9ab3a236-322a-445f-beef-f452c18cd5b5/Drauzio-Varella---Por-um-Fio.doc
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